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A mineração clandestina e o consentimento cego

A garimpagem beneficia um pequeno grupo que extrai as riquezas sem qualquer critério e deixa a perda na conta de todos

Porto Velho, RO - 
A mais recente Operação da Polícia Federal contra a garimpagem clandestina de ouro no rio Madeira, resultou na prisão de um prefeito de município no interior do Amazonas, e isso reafirma a interferência política nos crimes ambientais na região. O aumento de garimpagens em áreas proibidas, além de danos ao meio ambiente causa enormes prejuízos com a venda ilegal que nada arrecada para o País. O consentimento das autoridades locais, estaduais e nacional tem sido frequente e quanto mais demora em conter essa ilegalidade, mais perda teremos com a evasão de minério que segue de forma clandestina para outros países, onde são legalizados e colocados no mercado mundial.

Isso não é novidade. A garimpagem beneficia um pequeno grupo que extrai as riquezas sem qualquer critério e deixa a perda na conta de todos. Os prejuízos são financeiros e sociais, uma vez que, esse tipo de ação envolve pessoas também na ilegalidade onde as regras são definidas na conversa que nunca é cumprida. Aparentemente, o trabalho análogo surge como oportunidade para desempregados ou para quem quer uma renda valiosa e rápida, mas no final o que sobra são diversos problemas para trabalhadores explorados.

Se não tem como mais conter esse tipo de exploração, o jeito mais justo seria legalizar para mineradores que possam cumprir com normas diversas que garantam trabalho digno e justo, recomposição do meio ambiente afetado, e o que é mais importante: evitar que o minério seja contrabandeado. Ouro, diamantes e muitos outros minérios estão sendo levados sem deixar nada de contrapartida para o Brasil e aos brasileiros.


Fonte: Diário da Amazônia

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