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GOELA ABAIXO: Fúria quer gastar R$ 600 mil com publicidade em ano eleitoral, diz vereador


Paulo Henrique (PTB) afirma que projeto de lei é um “jabuti” por juntar agricultura e verba de mídia para imprensa

PORTO VELHO, RO - Aproveitando o sossego de um feriadão de Corpus Christi, o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), enviou em regime de urgência na quarta-feira passada (15), o Projeto de Lei 113/2022, para abertura de crédito adicional suplementar no valor de R$ 600 mil para supostos gastos com publicidade e agricultura.

De acordo com o vereador Paulo Henrique (PTB), Fúria estaria em plena pré-campanha eleitoral para eleger o vice-prefeito Cássio Góes (pré-candidato a deputado estadual) e a primeira-dama Joliane Fúria (pré-candidata a deputada federal).

“O Fúria tenta de todas as formas ampliar recursos da publicidade para ficar bem com a imprensa local, usando a estrutura municipal para ganhos políticos. Não tenho dúvida de que se trata de mais um jabuti. No caso, o apoio à agricultura é associado à aprovação de recursos para imprensa. Caso a Câmara vote contrário ao PL, o prefeito falaria aos produtores rurais que a Casa de Leis não é a favor do homem do campo”, falou Paulo Henrique.



Para vereador Paulo Henrique, o ideal é separar os dois projetos, para que cada vereador vote com sua convicção - Foto: Divulgação

Segundo o parlamentar, a melhor saída para que a Câmara de Cacoal fuja deste “jabuti” seria solicitar a retirada do PL e mudar para um Projeto Substituto com as devidas alterações: PL para Agricultura separado do PL para imprensa. “Desta forma ficará mais fácil cada vereador votar de acordo com a sua convicção”, destacou ele.

Caminho

O PL 113/22 será apreciado na reunião das Comissões na próxima quinta-feira (23), onde serão apreciados outros projetos para votação na última sessão do primeiro semestre de 2022, que vai acontecer no distrito de Divinópolis, já no dia 27, como sessão itinerante.




Adailton Fúria (PSD) pediu urgência aos vereadores para aprovarem medida que junta recursos da imprensa e agricultura - Foto: Divulgação

O termo “jabuti” (ou “contrabando legislativo”), é usado para batizar artigos incluídos no projeto de lei com temas estranhos ao seu conteúdo. A prática é considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).




Fonte: Rondoniaovivo

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