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Se faltar diesel afetará colheitas e o PIB nacional


Um dos fatores que contribui com esse risco é que as refinarias brasileiras estão com baixa produtividade de diesel

PORTO VELHO, RO - Diante do alerta feito pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) para um possível desabastecimento de diesel no Brasil, no segundo semestre deste ano, o receio é que essa declaração apocalíptica possa se cumprir, o que seria um desastre para a economia nacional e para o Produto Interno Bruto (PIB). A escassez do mercado e baixo estoque devem encarecer ainda mais o petróleo, e se não houver soluções rápidas, a falta de diesel poderá parar o Brasil por ser o combustível que move a logística nacional.

Um dos fatores que contribui com esse risco é que as refinarias brasileiras estão com baixa produtividade de diesel. Estava previsto a conclusão do segundo trem da Refinaria Abreu Lima (PE) e o projeto não atingiu o cronograma. Essa unidade seria a maior em operação no País, e caso fosse concluída teria a maior taxa de conversão de petróleo em diesel de baixo teor de enxofre (10 ppm): o equivalente a 70% de sua produção, possibilitando a redução das importações deste derivado.

Outro fator apontado é que não houve investimentos do governo federal em construções de unidades de coqueamento em algumas refinarias. O processo de coqueamento é o retardado de um processo de craqueamento térmico utilizado em refinarias de petróleo, com o objetivo de aumentar a conversão dos resíduos de destilação do, transformando-os em produtos mais leves e de maior valor agregado, no caso, em maior produção de diesel.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, grandes produtores mundiais, tem gerado interferência na importação de petróleo e derivados. Estamos na dependência da Índia está produzindo diesel com petróleo russo e exportando para a Ásia e Brasil. Pelo que consta, o governo federal foi alertado do problema, com apontamento do cenário de desabastecimento que pode ocorrer no auge da colheita da soja, o que causará impacto na economia e no PIB. Agora o que resta é torcer para que surja uma solução a curtíssimo prazo para evitar um colapso.


Fonte: Diário da Amazônia

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