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Cães visitam universidade e ajudam a aliviar estresse de estudantes

No Chile, grupo também atua em hospitais, fundações para crianças com deficiência e casas de repouso

PORTO VELHO, RO - Cães têm sido aliados de estudantes no combate à ansiedade e estresse, no Chile.

Em um dos campi da Universidade Católica (UC), a labradora Uva, 7, o golden Pepe, 7, e a vira-lata Chumi se deixam acariciar por quem passa pela chamada Zona Livre de Estresse e Ansiedade.

"Eu poderia passar horas abraçando o cachorro", disse à AFP Teresita Valencia, 23, ajoelhada ao lado de Pepe. "Me sinto feliz e relaxada."

Treinados, esses pets dão apoio emocional e estão acostumados com afagos e abraços.

Os animais integram um grupo da Fundación Tregua, que também atua em hospitais, fundações para crianças com deficiência e casas de repouso.

"Os cães gostam desse trabalho. Eles são criados para gostar muito do contato com pessoas", diz a diretora da Tregua, Camila Arteaga.

Na UC, as visitas ajudam a aliviar o estresse dos alunos na volta às aulas após a pandemia. De acordo com a agência de notícias, esse retorno tem sido marcado pela ansiedade e pela violência no país.

No primeiro mês de retorno às aulas, os casos de abuso físico e emocional entre os alunos aumentaram 22% em relação aos níveis pré-pandemia, segundo a Superintendência de Educação.

"Há um estado psicológico bastante desequilibrado no país", afirma Isidora Mena, psicóloga e diretora do Programa de Convivência Escolar da Universidade Católica.

As consequências da pandemia se somaram à tensão herdada dos protestos de 2019, quando alunos entraram em confronto com a polícia em Santiago em protestos para exigir melhorias no ensino, segundo a AFP.










Alunos acariciam cães terapeutas no Chile Martin Bernetti-29.abr.22/AFPMAIS

Estudos já apontaram os benefícios dos animais de estimação contra solidão, depressão, ansiedade e constataram que a convivência com um pet faz bem à saúde.

A terapia com animais é também frequentemente usada após situações traumáticas. Os pets são acostumados a trabalhar com pessoas em risco de estresse pós-traumático e treinados para atuar em hospitais e em áreas de tragédias.

Cães de terapia já auxiliaram, por exemplo, vítimas após o atentado na Maratona de Boston, em 2013 –quando três pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas–; após o massacre em Las Vegas, em 2017; visitaram vítimas da tempestade Harvey, no Texas, também em 2017; alunos da escola Raul Brasil, palco de massacre em Suzano (SP), em 2019, e confortaram familiares de vítimas de desabamento na Flórida, em 2021.

Fonte: Folha de São Paulo

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