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Viajante negra conhece 31 países e escreve livro sobre a experiência


Rebecca Aletheia também é autora do projeto colaborativo Bitonga Travel, com dicas e histórias de outras mulheres negras em trânsito pelo mundo

PORTO VELHO, RO - 
A enfermeira Rebecca Aletheia nasceu em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, e conseguiu fazer algo incomum para pessoas com os mesmos marcadores sociais que ela. Negra e de origem periférica, a cidadã do mundo, como gosta de se apresentar, já esteve em 31 países. Entre outras experiências, foi trabalhou na área de saúde, como voluntária, na Ásia e sobreviveu a um ciclone em África.

A primeira viagem internacional de Rebecca — que diz ter herdado dos pais e dos avós o gosto por viagens — ocorreu em 2017. Ela foi morar no Tadjiquistão para atuar como enfermeira humanitária. Agora, sua jornada no país da Ásia Central e em outras trinta nações foi parar nas páginas de um livro que reúne cartas escritas pela autora nos deslocamentos. Escreviver — Cartas de uma Viajante Negra ao Redor do Mundo é uma publicação independente; o lançamento será nesta sexta, dia 8 de abril.

Desde que começou a viajar, Rebecca preencheu um diário com cartas em que é ao mesmo tempo remetente e destinatária. Percorreu países como Malawi, Tanzânia, África do Sul, Venezuela e Bélgica, sempre escrevendo. No livro, há relatos alegres, comoventes e emocionantes. Foi em 2019, quando esteve em Moçambique, que enfrentou o ciclone.

“Não é sobre números, é sobre poder viver em lugares com pessoas, histórias e vivências diferentes. Atualmente, conheço 21 Estados brasileiros cheguei a lugares nunca imaginados onde conheci muito mais sobre minhas origens”, afirma a autora.



Mulheres negras pelo mundo — As experiências de mulheres negras latino-americanas, caribenhas e de outros países lusófonos, em viagens pelo mundo e em seu próprio país, são atravessadas pelo racismo. Ele se manifesta de muitas maneiras. Falta representatividade no turismo, sobra exclusão e negligência em hotéis e outros serviços, por exemplo. Essa realidade motivou a enfermeira a criar um projeto online de acolhimento e conversa chamado Bitonga Travel. No site, a autora compartilha dicas e convida outras mulheres a contar suas histórias e experiências em trânsito. Da rede de relacionamentos saem encontros e viagens. Rebecca e outras cidadãs do mundo acabam de voltar, por exemplo, de uma viagem à Colômbia.

Quando olhamos para a propaganda, não somos representadas pela mídia. Quando olhamos na televisão, não é nossa condição que é representada. Então viajar o mundo é um sonho apenas branco? (Rebecca Alethéia, na apresentação do Bitonga Travel)

Para colocar suas histórias em um livro, Rebecca faz questão de destacar que teve o apoio da rede formada por tantas outras cidadãs do mundo iguais a ela. Além do formato físico e da versão em e-book, Escreviver — Cartas de uma Viajante Negra ao Redor do Mundo terá uma versão em áudio, para democratizar o acesso, e no formato scrapbook (quem lê abre as cartas, uma a uma).ESCREVIVER — 

CARTAS DE UMA VIAJANTE NEGRA AO REDOR DO MUNDO, de Rebecca Alethéia, em São 

Paulo Agenda de lançamentos 

 *08/04 às 19h na Casa de Cultura os Capoeiras (Rua Belmiro Braga, 186, Pinheiros, São Paulo (SP)) *14/04 às 19h no Bar do Chorinho (Rua Daniel Kujawshi, 588, Jardim Macedo, Ribeirão Preto (SP)) *16/04 às 14h no Café Colombiano (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo (SP))


Fonte: Estadão

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