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UE discute mais sanções à Rússia, mas petróleo e gás dividem os 27



É o sexto pacote de medidas pela agressão militar à Ucrânia

PORTO VELHO, RO - 
Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) discutem nesta segunda-feira (11), em Luxemburgo, o sexto pacote de sanções à Rússia, pela agressão militar contra a Ucrânia, mas possíveis embargos às importações de petróleo e gás dividem os 27.

A reunião é realizada três dias após a adoção formal, pelo conselho, do quinto pacote de sanções da UE a Moscou, na sequência das atrocidades cometidas pelas forças russas em Bucha e outras localidades ucranianas, e que visou pela primeira vez o sensível setor energético, com embargo às importações de carvão a partir de agosto.

As receitas das exportações de gás e petróleo da Rússia para a UE são as que mais ajudam Moscou a financiar sua máquina de guerra – como o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, tem apontado incessantemente -. Por isso, a Comissão Europeia já começou a trabalhar nessa área, mas considera muito difícil um entendimento entre os 27, devido à forte dependência energética de alguns Estados-membros.

A reunião de hoje em Luxemburgo é presidida pelo alto representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, que poderá apresentar aos 27 integrantes do bloco as impressões colhidas durante a viagem de sexta-feira (8) a Kiev – com parada em Bucha -, acompanhando a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Em Kiev, Borrell manifestou a intenção de lançar hoje discussão sobre embargo ao petróleo russo. Ressaltou que a proibição de importações de gás parece, neste momento, inviável, devido à forte dependência de países como Alemanha e Áustria. Para ele, dificilmente será firmado compromisso, em questão que exige unanimidade, como é a de sanções europeias.

Os 27 deverão dar "luz verde" a mais um pacote financeiro, o terceiro, de 500 milhões de euros para aquisição e fornecimento de material de guerra à Ucrânia, no momento em que são previstas importantes batalhas na região de Donbass, com forte ofensiva russa.


Fonte: Agência Brasil

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