Confira:

6/recent/ticker-posts

Na inflação, melão está na dianteira, mas tomate pesou mais


Cenoura disparou 166% em 12 meses; combustíveis também elevaram IPCA, mostra IBGE

PORTO VELHO, RO - Comprar frutas e legumes, usar aplicativos de transporte ou abastecer o carro. Tudo isso ficou mais custoso para o brasileiro em março, mostram os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta sexta-feira (8).

O indicador oficial de inflação do país subiu 1,62% no mês passado. É a maior taxa para março em 28 anos, indicou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


0,5
1
1,5
1995
1996
1997
1998
1999
0,22
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022


Entre os produtos que registraram as maiores variações de preços, houve predomínio de alimentos. O melão teve o avanço mais intenso da pesquisa: 35,18%.

Em seguida, aparecem pimentão e cenoura, com altas de 33,12% e 31,47% em março. A cenoura, aliás, acumula disparada de 166,17% nos últimos 12 meses. É a maior inflação nesse recorte.

Tomate (27,22%), repolho (26,72%) e mamão (19,51%) também ficaram mais caros em março.

Segundo analistas, a comida subiu com o clima adverso na largada do ano. Fortes chuvas no Sudeste e seca no Sul castigaram plantações, gerando reflexos sobre a oferta de alimentos e os preços finais.

Na combinação entre o tamanho do aumento e o peso na cesta de produtos, o tomate foi quem mais pressionou a alta de março.

Fora do grupo dos alimentos, o óleo diesel foi o item que mais avançou em março: 13,65%. Trata-se da sétima maior alta da pesquisa.

A carestia do diesel veio na esteira do mega-aumento dos combustíveis promovido pela Petrobras nas refinarias em 11 de março. O item também pressiona os alimentos, porque encarece o custo do frete no país, indicou o IBGE.

Em outro reflexo do mega-aumento, o transporte por aplicativo teve a segunda maior alta fora dos alimentos: 7,98%.

O IPCA é dividido em nove grupos de produtos e serviços, e o de transportes, que inclui os combustíveis, é aquele com maior peso (21,75%), s Douglas Magno - 22.out.2021/AFPMAIS

Conforme a metodologia do IPCA, nem sempre os produtos e serviços com as variações de preços mais intensas representam as principais influências sobre o resultado.

Prova disso é que o índice de março foi pressionado especialmente pela gasolina. No mês passado, o combustível subiu 6,95%. O produto gerou impacto de 0,44 ponto percentual sobre o IPCA.

A gasolina tem uma influência maior na cesta de produtos e serviços que são consumidos pelas famílias analisadas no indicador. Assim, mesmo subindo menos do que outros componentes, respondeu pelo principal impacto de toda a pesquisa.

No caso dos alimentos, a maior contribuição veio do tomate, segundo o IBGE. O item teve impacto de 0,08 ponto percentual no IPCA mensal.

INFLAÇÃO EM MARÇO, EM %

    * Melão 35,18

    * Pimentão 33,12

    * Cenoura 31,47

    * Tomate 27,22

    * Repolho 26,72

    * Mamão 19,51

    * Óleo diesel 13,65

    * Açaí 13,6

    * Manga 13

    * Melancia 12,29

    * Maçã 12,15

    * Banana d'água 10,59

    * Cebola 10,55

    * Uva 9,8

    * Leite longa vida 9,34

    * Óleo de soja 8,99

    * Brócolis 8,94

    * Alface 8,87

    * Morango 8,68

    * Transporte por aplicativo 7,98



Fonte: Folha de São Paulo

Postar um comentário

0 Comentários