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Morre Michel Bouquet, lenda do cinema francês que trabalhou com Truffaut


Ator de 96 anos chegou a participar de mais de cem filmes na carreira e recebeu homenagem do presidente Macron

PORTO VELHO, RO - 
O ator Michel Bouquet, uma das lendas do cinema francês, morreu aos 96 anos nesta quarta em um hospital de Paris, informou um porta-voz do artista à agência de notícias AFP. Vencedor do prêmio César, ele recebeu uma homenagem no site do Palácio do Eliseu, do governo francês. A causa da morte não foi revelada.

Nascido em 1925, Bouquet começou sua carreira no cinema em 1947 e trabalhou em mais de cem filmes. Nos anos 1960 e 1970, ele colaborou com os diretores da Nouvelle Vague François Truffaut e Claude Chabrol em filmes como "A Noiva Estava de Preto", "A Sereia do Mississipi", "A Mulher Infiel", entre outros.

Anos depois, Bouquet ainda venceria um Prêmio Europeu de Cinema por sua atuação em "Um Homem com Duas Vidas", filme de Jaco van Dormael lançado em 1991, além de receber duas vezes o César de melhor ator por "Como Matei Meu Pai", de Anne Fontaine, em 2001, e "O Último Mitterrand", de Robert Guédiguian, em 2005.

Entre outros diretores com os quais Bouquet trabalhou, estão Alain Resnais, Jacques Deray, Francis Veber, Alain Corneau, Jean Becker e Bertrand Blier.

Antes de ganhar as telas, porém, Bouquet primeiro subiu aos palcos do teatro, aos 17 anos. Ele ficou conhecido por interpretar o papel principal no drama "O Rei Está Morrendo", de Eugene Ionesco, um dos mais importantes dramaturgos do século 20 e um dos criadores do teatro do absurdo. Bouquet também ganhou um prêmio Molière honorário pelo conjunto de sua carreira em 2016. Mais tarde, ele ainda receberia uma medalha da Légion d’Honneur, que celebra personalidades eminentes da França.

O presidente francês Emmanuel Macron lamentou a morte de Bouquet através das redes sociais nesta quarta. "Por sete décadas, Michel Bouquet levou o cinema e o teatro ao mais alto nível de incandescência e verdade, revelando o homem em todas as suas contradições com uma intensidade que queimava as fronteiras e rasgava as telas. Um monstro sagrado nos deixou", escreveu o governante no Twitter.

A organização do Festival de Cannes também homenageou o ator relembrando sua atuação em "Renoir", em que interpretou o famoso pintor. "Em 2012, Michel Bouquet deslumbrava mais uma vez o festival com sua encarnação de Renoir. Com a humildade em sacerdócio, a atuação do comediante marcou a memória de Cannes. 'Tocar a vida é difícil', dizia o ator. Ela o será, sem seu olhar e seu sorriso".

Fonte: Folha de São Paulo

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