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Bolsonaro: “Supremo interfere até em nomeação a cargo comissionado”


Presidente reclamou da atuação do STF e criticou o posicionamento de ministros em determinados julgamentos, como o do chamado “pacote

PORTO VELHO, RO - 
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (11/4), a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de interferir “em tudo”. Bolsonaro comentava a suspensão, em abril de 2020, da nomeação de Alexandre Ramagem para a Polícia Federal (PF), após decisão do ministro Alexandre de Moraes.

“Em março mesmo, o Supremo Tribunal Federal, sempre eles que interferem em tudo, tudo que se possa imaginar, não tem exceção. Tudo. Até quando quero nomear uma pessoa para um cargo comissionado aqui eles interferem”, reclamou o mandatário em entrevista ao site O Liberal.

Bolsonaro também discorreu sobre a pandemia de Covid-19, quando o STF determinou que as decisões sobre medidas de restrição de circulação seriam compartilhadas com os estados e municípios.

“Pacote verde”

Antes, o presidente já havia criticado a Corte pela atuação na análise de ações do chamado “pacote verde”.

“Aqui no Brasil um grande problema que nós temos é uma parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eles estavam julgando, na semana passada, seis ações que mexem com as questões ambientais. Ou seja, eles queriam amarrar o governo federal, nos proibir completamente de investir e buscar melhorias para a região”, disse o chefe do Executivo nacional.

Em duas ações que tratam da conservação do meio ambiente e de medidas para frear o desmatamento no país, a relatora, ministra Cármen Lúcia, fez duras críticas ao governo e às políticas ambientais no Brasil, desde 2019.

A magistrada denominou o período vivido atualmente no Brasil como “caquistocracia”. O termo é derivado do grego kakistos (superlativo de “mau”) e kratos (“poder”). A palavra caquistocracia significa “o governo dos piores”.

Bolsonaro fez referência à ação, lembrando que o processo só não foi para frente porque André Mendonça pediu vista. Mendonça, que é ex-ministro de Bolsonaro, foi indicado pelo presidente a vaga no STF no ano passado. Na última quarta-feira (6/4), o ministro interrompeu o julgamento das ações que pedem a responsabilização do governo federal por falhas na política ambiental.

Mendonça alegou que algumas ações competem aos governadores dos estados da Região Amazônica.


Fonte: Metrópoles

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