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Uísque, camarões, shows de Belo e Alcione: os bastidores do aniversário de Cláudio Castro com 2 mil convidados

Entre os presentes, o senador Flávio Bolsonaro, um dos poucos a receber um abraço do governador na chegada ao evento

PORTO VELHO, RO - Adversários políticos trocando afagos e palavras carinhosas, comida e bebidas, inclusive uísque, liberados para dois mil convidados e shows de grandes nomes da música brasileira. O aniversário de 43 anos do governador fluminense Cláudio Castro (PL), realizado nesta terça-feira, no Jockey Club do Rio, teve como pano de fundo disputas partidárias sendo travadas e divergências ideológicas deixadas de lado, em meio à festança de mais de cinco horas, que não teve valores e fonte pagadora divulgados.

Embora o aniversário fosse de Castro, outro convidado dividiu as atenções: o senador Flávio Bolsonaro (PL) monopolizou os olhares até a chegada do anfitrião e ouviu um sem-número de questionamentos sobre o nome escolhido para vice na chapa encabeçada pelo correligionário.

Cercado por assessores e seguranças, vestido de blazer e fumando um cigarro eletrônico, Flávio foi um dos poucos a receber um abraço de Castro na chegada ao evento e se recusou a responder à imprensa se indicaria o vice.

O clima de especulações e articulações, no entanto, foi quebrado em poucos minutos: Castro cumprimentou a todos em cima de um palco e emendou um dueto com o cantor Alex Cohen. Mas, demorou pouco para que a primeira surpresa da noite se apresentasse: a cantora Alcione invadiu o palco e cantou a música "Depois do Prazer", do grupo Só Pra Contrariar, com Castro e Cohen.


Cláudio Castro no palco com Alcione, o filho e a primeira-dama Analine Castro Foto: Reprodução/Instagram

O canto de "Parabéns pra você" foi puxado por Alcione e Castro fez questão de chamar dois improváveis nomes para o seu lado. O também pré-candidato ao governo, Felipe Santa Cruz (PSB), e o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), que arrumaram um espaço em suas agendas, apesar da presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Rio.


Governador do Rio comemora aniversário no Jockey Club

Questionado sobre a presença, Ceciliano não titubeou:

— Vim tomar uma cerveja e cumprimentar esse grande amigo — resumiu.

Santa Cruz, que cumprimentou Castro com um beijo no rosto, completou, com bom humor.

— Vim aproveitar um pouco. Chega de fazer campanha por hoje.

Opções para entreter o público não faltaram. O cantor Belo embalou a festa com um repertório de pagode e outros clássicos dos anos 1990.

— Só canto músicas da época do governador — brincou, para risos da primeira-dama Analine Castro, que mostrou desenvoltura ao sambar, enquanto o filho mais velho do casal, João Pedro, tocava tamborim.

Os convidados aproveitaram. Dezenas de garrafas de uísque Dewars foram servidas, além de vodka da marca Greygoose, gin Bombay e cerveja Heineken. O buffet para 1.200 pessoas também chamou atenção pela fartura: camarões empanados não deixaram ninguém com fome.

Oficialmente, nenhum artista cobrou cachê para participar do evento. Outros nomes, como os funkeiros MC Koringa e Leozinho, o cantor de pagode Mumuzinho e a bateria da Grande Rio também se apresentaram.

— São grandes amigos do governador, querem dar um abraço e uma canja na celebração — disse um dos assessores.

Para quem perguntava a identidade do financiador do evento luxuoso, era respondido que tudo foi pago pelos secretários, que fizeram uma "vaquinha em gratidão ao governador".

Entre os políticos convidados, alguns dos principais apoiadores de Castro estiveram presentes. Filho caçula do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, chegou atrasado, enquanto um dos primeiros a chegar foi o ex-presidente da Alerj, Paulo Melo. Prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis fez questão de posar ao lado de Castro e Flávio Bolsonaro, assim como o deputado federal Otoni de Paula. O prefeito da capital, Eduardo Paes, no entanto, não apareceu, apesar do convite recebido. A ausência dos membros da família Garotinho também foi sentida.

Com tantos nomes presentes, alguns constrangimentos foram inevitáveis: diante de membros das bancadas evangélicas da Câmara dos Deputados e da Alerj, a Grande Rio entoou o samba-enredo de 2020, Tata Londirá, com os seguintes versos: "Salve o Candomblé, Eparrei Oyá/ Grande Rio é Tatalondirá/ Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé/ Eu respeito seu amém/ Você respeita o meu axé".

O premiado samba, que homenageia o pai de santo João da Gomeia, pode não ter agradado a todos, mas o mesmo não pode ser dito do funk, tocado na sequência por um DJ. Ceciliano se esbaldou ao lado do deputado estadual Chico Machado. Um dos assessores do presidente da Alerj pediu aos jornalistas para que ele não fosse filmado naquele momento.

Recheado de convidados ilustres, o aniversário de Castro também tinha uma área VIP: o cercadinho, onde ficaram os membros do secretariado, contava com buffet próprio e uma ilha para produção de coquetéis, com barman.

Um bolo, decorado com uma vela em alusão à idade de Castro, selou o fim do evento, junto a doces finos servidos.


Claudio Castro com o filho mais velho, convidados e o cantor Mumuzinho Foto: Reprodução/Instagram

Ao subir ao palco, o cantor Mumuzinho perguntou ao público:

— Tá ou não tá melhor que o Barra Music, galera?

Todos os presentes concordadam com ele.

Fonte: O Globo

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