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PAULINHO DA VIOLA & GAL COSTA - Sala São Paulo terá Osesp em concertos inéditos e apresentações com Paulinho da Viola e Gal Costa

Programação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo será iniciada nesta semana; os "Encontros Históricos", com grandes nomes da MPB ficam para abril


PORTO VELHO, RO - “Mundo mundo vasto mundo/ Se eu me chamasse Raimundo/ Seria uma rima, não seria uma solução/ Mundo mundo vasto mundo / Mais vasto é meu coração”. É deste trecho do famoso “Poema de Sete Faces” de Carlos Drummond de Andrade que a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) faz o convite para que o público retome as cadeiras da Sala São Paulo nesta temporada de 2022. Justamente por isso que a programação do ano – a ser iniciada na próxima quinta-feira – ganha o nome “Vasto Mundo”.

É bem verdade que a Osesp não parou nos últimos anos, em meio aos períodos mais agudos da pandemia, e seguiu a tarefa de realizar concertos em versão reduzida de público, ou então virtualmente. Mesmo assim, há no início desta temporada a expectativa que os próximos meses sejam de casa cheia – de vacinados, diga-se – e com poucas mudanças no repertório diante da infeccão por Covid-19 de componentes de cada apresentação.

– Agora temos confiança que podemos ter o número e a dimensão de artistas convidados que se espera de uma temporada da Osesp e que teve que sofrer alterações por conta dos protocolos de saúde nos dois últimos anos – afirma Arthur Nestrovski, diretor artístico da Fundação Osesp.

A mudança irradia para uma seleção (mais robusta do que em anos anteriores) de solistas e regentes internacionais que marcarão presença na programação anual. Há, por exemplo, um programa previsto para a terceira semana de atividades, nos dias 24, 25 e 26 de março, que conta com diversas características especiais: trata-se do concerto para piano do peruano Jimmy López. A atração contará com o pianista espanhol Javier Perianes, classificado por Nestrovski como “extraordinário”. A regência fica sob os cuidados de Alexander Shalley, o títular do Centro Nacional das Artes em Ottawa, no Canadá.

– O programa abre com a peça de uma compositora norte-americana, negra, Jessie Montgomery, que é hoje uma das compositoras, considerando ambos os sexos, mais executadas nos Estados Unidos. Um nome importante na música contemporânea e é tocada pela primeira vez aqui – diz Nestrovski.

Na segunda parte, haverá um grande clássico: a sinfonia “do Novo Mundo” do tcheco Antonín Dvořák.

A atividade que mescla a representação de artistas do sexo feminino, latinos e a música contemporânea está de acordo com movimentações recentes da casa. Há por ali um interesse em manter diálogo com temas atuais sem, contudo, perder a mão do que é esperado de um corpo artístico como a Osesp.

Novos públicos

Fazem papel importante de arrebanhar novos públicos as transmissões online de concertos, sempre às sextas, e apresentações, digamos, mais despojadas, a exemplo das trilhas sonoras de filmes – realizada no começo deste ano – e a de músicas de videogames – prevista para o meio do ano.

Entre as atividades que colaboram com novos públicos no espaço da Sala São Paulo, onde a Osesp está baseada, é a série chamada “Encontros Históricos” realizada pela orquestra Jazz Sinfônica Brasil ao lado de grandes nomes da música brasileira. Neste ano, está prevista a participação de Paulinho da Viola e família, Fafá de Belém e Gal Costa. A ideia é que, em cada apresentação, músicos de diferentes gerações se encontrem no palco da sala. A venda de ingressos para essa programação – que vai de abril a dezembro – deve ser aberta nas próximas semanas. Para a atual temporada da Osesp, contudo, os ingressos já estão disponíveis.

– São públicos distintos (que vão a essas novas atividades), que talvez nunca tenham vindo à Sala São Paulo. Quabra-se uma barreira. Esperamos que, ao menos parte desse grupo, se interesse pela programação da própria Osesp e comece a frequentar – explica o diretor artístico da casa.
Fonte: O Globo

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