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Ministra das Relações Exteriores russa acusa ocidente de “russofobia”


Maria Zakharova afirmou que a Ucrânia incentiva nacionalistas radicais, e que a crise pode provocar "histeria" na população

PORTO VELHO, RO - Em discurso na manhã desta quarta-feira (9/3), a ministra das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou duramente o posicionamento dos países ocidentais durante a guerra na Ucrânia.

Zakharova afirmou que o o ocidente incita o extremismo e promove “russofobia”. A ministra disse, ainda, que a Ucrânia incentiva nacionalistas radicais, e que a crise pode provocar “histeria” na população.

“A russofobia que tem sido divulgada em todo o mundo vai contra qualquer herança e contra qualquer humanismo e cria apenas um ambiente destrutivo, com consequências muito difíceis de serem previstas. Não há qualquer garantia de que, ao se criar na Europa uma atmosfera tão odiosa, isso não vai alimentar mais nacionalistas e mais radicais. Essa histeria vai atuar nas pessoas extremistas, como já enfatizei”, afirmou a ministra.

Zakharova considerou as ações da Ucrânia e do ocidente como “nazistas”, e disse que o país liderado por Volodymyr Zelensky está utilizando civis como combatentes. “É assim que vocês querem construir? Ou estão querendo destruir a Europa? E depois, para quem vão pedir ajuda?”, questionou.

A ministra enfatizou, mais de uma vez, a existência de discriminação contra russos. “Os russos estão sendo expulsos de transportes, sendo atingidos por pedras, não podem entrar em restaurantes”, pontuou.

Zakharova disse esperar que a Europa tenha “o mínimo do condição” para tentar diminuir a crise e condenar ações racistas e discriminatórias entre os países. “A gente já sabe quantas memórias e monumentos foram destruídos por conta de ideologias. A gente sabe como isso termina”, ressaltou.

A guerra na terça-feira (8/3)

A terça-feira ficou marcada pela reação em cadeia que a guerra causou. A palavra de ordem foi “proibir”. Os Estados Unidos proibiram que empresas norte-americanas comprem petróleo russo. A Rússia reagiu e proibiu a venda de matérias-primas — o Kremlin ainda vai divulgar quais são exatamente, e quais países escaparão do banimento.

Maior interessada na sanção econômica, a Ucrânia comemorou a penalidade imposta pelos EUA. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu e afirmou que a medida “ataca o coração” da máquina de guerra russa.



Fonte: Diário da Amazônia

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