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Desenganada por médicos, jovem celebra a vida após 137 dias internada com Covid


Médicos chegaram a dizer que a professora teria apenas algumas horas de vida. Ela perdeu a audição, mas sobreviveu à Covid-19

PORTO VELHO, RO - Aos 22 anos, a professora brasiliense Fabiana Netto Alexandre tem muito a comemorar. A jovem sobreviveu a 137 dias de internação e diversas complicações em decorência da Covid-19. Ela chegou a ser desenganada pelos médicos, teve infecções graves com bactérias multiresistentes, choque séptico e perdeu a audição, mas, como por milagre, venceu a morte e se recuperou para contar a história de dor e superação.

"Estava começando minha carreira, eu estava realizada. Até que veio a internação, muita coisa eu não lembro, pois fiquei desacordada por muito tempo, tive muitos altos e baixos, melhoras e pioras, mas todos que estavam ao meu redor fizeram de tudo para eu estar aqui hoje", relembra.

O reencontro com a família amigos e o namorado






Fabiana Netto ficou 137 dias internada em estado grave com Covid-19 e chegou a ser desenganada por médicos

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A jovem dava aulas particulares para crianças com TDAH e dislexia, e estava começando a carreira como professora, quando foi infectada pelo vírus e precisou ser internada, em agosto do ano passado. Ela havia sido imunizada com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 cerca de 15 dias antes do diagnóstico.

Ela conta que chegou ao hospital com 30% dos pulmões comprometidos e ficou os três primeiros dias internada no quarto, mas o estado o estado de saúde foi se complicando e precisou de cuidados mais intensivos. Ao todo, Fabiana passou 137 dias internada, 132 deles na UTI, e chegou a ser ligada ao ECMO (aparelho que oxigena o sangue fora do corpo), porque só o respirador não bastava.

"Foi muito agoniante ficar longe, imaginar perdê-la, era sempre muito triste, muito doloroso", relembra o namorado de Fabiana, José Marcos Pereira.

Fabiana chegou a ter falência múltipla de órgãos enquanto estava internadaARQUIVO PESSOAL

O quadro de saúde da jovem continuava gravíssimo, até que no dia 15 de setembro descobriram uma infecção generalizada. Fabiana entrou em choque séptico e passou dois dias entre a vida e a morte. Com a falência de órgãos, a medicina não tinha mais o que fazer, e a previsão era de que a professora não resistiria sequer às próximas horas.

Foram dois dias em estado gravíssimo. No entanto, de forma impressionante, no dia 18 de setembro os exames começaram a i'Dndicar uma melhora. Ela ainda tinha um longo caminho a percorrer, mas havia conseguido superar a infecção.

Me lembro que quando fui acordando eu só respondia com a cabeça e ver minha família ali foi maravilhoso, me deu mais força pra ir melhorando cada dia mais, aliás, fui desenganada pelos médicos algumas vezes. Hoje, depois de tudo que passei só me dá mais garra de melhorar

FABIANA NETTO

Foram meses angustiantes, mas durante todo o tempo a jovem teve apoio da família e de amigos, o que ela considera fundamental para a recuperação. "Parece que a Covid veio realmente para matar a Fabiana. Graças a Deus, ela teve toda uma estrutura, teve uma equipe médica que estava pronta. Foram dias muito difíceis, mas a gente sempre acreditou [que ela ia melhorar]. Meu marido, pai dela, sempre falava que enquanto há vida, há esperança", completa Rosalina Alexandre, a mãe de Fabiana.

Úrsula Padilha, a médica que acompanhou todo o processo de recuperação da jovem, destaca que o caso de Fabiana foi o maior desafio que ela já enfrentou como médica intensivista. "De todos os anos que estou na UTI, nunca tive um caso parecido, tão grave e com desfecho tão positivo", lembra.

Atualmente, a professora está em casa e já consegue caminhar sozinha, mas ainda precisa do auxílio de fisioterapeutas, psiquiatras e fonoaudiólogos para se recuperar totalmente. Apesar de tudo o que passou, ela reforça que nunca perdeu as esperanças. "A gente precisa aproveitar cada dia, não podemos desistir de nada, é seguir nossos sonhos e ter muita fé e esperança", conclui.


Fonte: R7

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