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Samu garante suporte em casos de urgência e emergência em Porto Velho

Falta de informações e trotes interferem bom funcionamento do serviço

PORTO VELHO, RO - Com cerca de 1.250 atendimentos realizados por mês, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vem salvando vidas e garantindo ao cidadão um serviço de qualidade. Na capital, a atual estrutura do Samu conta com cerca de 170 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e auxiliares, e dez viaturas para atender a população de Porto Velho e o distrito de Jaci-Paraná.

Ao todo, o sistema conta com uma Unidade de Suporte Avançado (USA), seis Unidades de Suporte Básico (USB), duas Unidades Reservas e uma UBS no distrito de Jaci-Paraná. São viaturas devidamente equipadas para diversos tipos de ocorrências, como Atendimento Pré-Hospitalar (APH), remoções e suporte a pacientes que fazem hemodiálise.

Além do resgate de pacientes, o diretor do Sistema de Urgência e Emergência, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Raymison Corrêa, explica que as equipes também dão orientações à população sobre procedimentos básicos.

“Muita gente não sabe ou não têm o hábito de ligar e perguntar, mas o Samu também através da regulação médica orienta a população, dá informações sobre o que fazer em casos simples ou como proceder enquanto aguarda a equipe médica”, explica.

Mais de 1,2 mil atendimentos são realizados mensalmente pelo Samu

Existem, ainda, treinamentos obrigatório de habilitação do Samu junto ao Ministério da Saúde, através doo Núcleo de Educação Permanente (NEP) coordenado por Leda Maria e sua equipe.

Quando alguém liga para o 192, a chamada é atendida por um Telefonista Auxiliar de Regulação Médica, conhecido por Tarms. Esse funcionário coleta as informações básicas do solicitante e do paciente e pergunta qual é a urgência. A prioridade, neste primeiro momento, é entender a localização exata e a gravidade do chamado.

Durante o procedimento com o telefonista, é importante que o solicitante mantenha a calma e responda corretamente aos questionamentos feitos pelo Tarms.

Após as perguntas, o atendente passa o caso a um médico regulador. Nesta etapa, o atendimento é por ordem de prioridade e não por ordem cronológica. Ou seja, quanto mais grave a situação registrada pelo Tarms, mais rápido o profissional prosseguirá o atendimento.

Investimento em tecnologia dá agilidade no atendimento de urgência

A maioria dos casos é atendida pelas Unidades de Salvamento Básico (USBs), que têm equipes formadas por um condutor e um técnico em enfermagem. Só em casos mais graves as Unidades de Salvamento Avançado (USAs), com profissionais de saúde especializados como médico, enfermeiro e condutor, são acionadas.

As equipes do Samu não realizam o transporte de pacientes para consultas médicas ou para realizar exames; não fazem transporte de óbito ou inter-hospitalar de pacientes de convênio; não atendem a chamados ambulatoriais, como dor de dente, gripe, ou trocas de sonda.

TECNOLOGIA


O sistema Velp é um avanço na área da informação e tecnologia do Samu no qual disponibiliza ferramentas de gravação de ligações, smartphone e de registro de dados importantíssimos para o serviço e melhoria do tempo resposta das ocorrências.

CONSCIENTIZAÇÃO

O Coordenador chama atenção para a importância da cooperação da sociedade para o bom funcionamento do Samu. Segundo ele, a falta de informações mínimas sobre o estado do paciente e os trotes recebidos nos telefones de emergência acabam dificultando o trabalho das equipes, que são selecionadas de acordo com o nível de urgência.

“Quando alguma pessoa nos liga, é muito importante que ela nos dê o maior número de informações possíveis sobre a gravidade do estado de saúde do paciente, para que nós possamos definir nosso melhor recurso disponível. Além disso, os trotes que nossas equipes têm recebido prejudicam a efetividade do nosso serviço e coloca a vida de pessoas que realmente precisam dos nossos socorros”, alerta.

Texto: Vitória Gomes
Foto: Leandro Morais
Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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