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Com 6 assassinatos em apenas 12 dias, Vilhena pode estar caminhando para registrar o ano mais violento de sua história



Execuções praticadas em guerra de facções são mais difíceis de investigar

Porto Velho, RO - Está assustando a população e desafiando as autoridades de Vilhena quantidade de pessoas assassinadas na maior cidade do Cone Sul no início deste ano: até dia 12 de janeiro, seis pessoas haviam sido mortas de forma violenta na maior cidade do Cone Sul de Rondônia.

E o número poderia ser ainda maior, já que algumas das vítimas, mesmo feridas, conseguiram sobreviver aos ataques a tiros. Caso do rapaz de 20 anos, alvo de vários tiros, mas que escapou da execução após ser baleado nas nádegas. Outro caso de disputa amorosa também terminou com um motorista de 35 anos sobrevivendo aos disparos.

Se fosse mantida essa média assustadora de uma morte a cada dois dias, Vilhena atingiria, em questão de poucos meses, números superiores aos registrados durante todo o ano: em 2013, a cidade contabilizou 29 assassinatos; em 2014 foram 38; 2015 teve 58 assassinatos registrados; 63 em 2016, o ano mais violento; e 37 em 2017. Os anos seguintes tiveram esses registros: em 2018 foram 52; em 2018, 52; 2019 teve 32; em 2020 foram 44 e em 2021, 47 mortes.

Ontem, a má pontaria de um assassino impediu que a estatística de execuções fosse engrossada: dos cerca de 10 tiros disparados contra um jovem de 25 anos, apenas um o atingiu, e na canela. Uma menininha de 09 anos também acabou baleada, mas não corre risco e morrer.

Dos 63 homicídios registrados em 2016, quatro aconteceram em Chupinguaia, assim como em 2015, que dos 58 ocorridos também teve quatro no município vizinho. De 2014 e 2013, o número em relação à Chupinguaia não foi informado.

A polícia tem indícios de que a maioria das mortes está ligada a disputa pelo comércio de drogas e a sangrenta guerra entre facções criminosas que atuam na cidade. Nos outros casos, os crimes envolvem questões amorosas  e latrocínio.

Quando se trata de brigas entre facções, a investigação das mortes é mais complicada, pois as testemunhas evitam se envolver, temendo virar, elas mesmas, alvos dos ataques.


Fonte: Folha do Sul

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